sábado, 18 de junho de 2011

Ferlagos debate Norma Culta e ensino de Português


Professores de Português da Ferlagos

Durante a I Semana de Integração da Ferlagos, os professores de português debateram a recenete polêmica sobre um possível livro que o MEC estaria distribuindo com "erros" de português.

Segundo a avaliação de todos os porfessores presentes, a polêmica é totalmente sem sentido. O MEC não distribui livro algum, apenas os credencia para que os professores escolham quais vão adotar. Uma vez escolhidos, os livros são comprados (Programa Nacional do Livro Didático) e distribuídos às esolas, para que os alunos os utilizem por, pelo menos, três anos.

Além disso, o livro "Por uma vida melhor" é destinado ao Ensino de Jovens e Adultos, ou seja, não se propõe a ensinar a fala a ninguém. Para os professores da Ferlagos, o livro está de acordo com a Linguística (ciência que estuda a linguagem) e em nenhum momento "ensina a escrever errado". O Prof. Eraldo Maia lembrou que, no mesmo livro, a autora conduz o aluno a escrever de acordo com a Norma Culta. "Apenas se parte da variante popular para se chegar à Norma Culta", complementa Eraldo.

As professoras Mônica Cabral e Ione Moura lembraram que o reconhecimento das variantes populares é assunto antigo na Universidade. O linguísta Mattoso Câmara (leitura obrigatória para todos os alunos do Curso de Letras desde a década e 60) já abordava o tema. A Prof. Cristina Braga comentou a diversidade linguística do Brasil e lembrou que essa diversidade já está presente nos livros didáticos há muito tempo.

Salaibe

Para o prof. Marcos Salaibe a discussão não é científica: é ideológica. "Os meios de comunicação social, como a Globo, são responsáveis pela divulgação de vários tipos de preconceito, inclusive o preconeito linguístico. É muito simples! Todos vocês estranhariam se alguém aqui dissesse: 'amanhã nos vai dar aula...', mas ficariam quitinhos se a frase fosse 'A nível de macroeconomia, esse processo implica em mais gastos...' Ora, as duas frases estão erradíssimas, segunda a Norma Culta." E complementa: "O problema é que erros como 'a nível de' e 'implica em' são cometidos por quem tem dinheiro... aí, tudo bem!" - ironizou.

Participantes

Os professores Hélio Sant’ Anna, Cristina Braga e Fábio Coelho tambpem participaram do debate e trouxeram outros exemplos. Houve participação da plateia e o evento foi esclarecedor.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Professores em Cabo Frio: Onde estão os Prefeitos e Vereadores?

O SEPE organizou um dia de protesto na Praça Porto Rocha, para conscientização da comunidade sobre a greve dos professores estaduais.

Assista ao vídeo com a fala do Prof. Marcos Salaibe, gravado pelo "sempre alerta" Bloco do Clovis.



sábado, 11 de junho de 2011

Mais de 10 mil professores se unem aos bombeiros em greve





Sexta dia 10 os professores da rede estadual fizeram passeata da Candelária até o movimento dos bombeiros, na Alerj. Em greve até dia 14, são as principais reivindicações da categoria:

1 – Aumento emergencial de 26% (atualmente o salário inicial do magistério fluminense é cerca de R$ 700,00);

2 – Pagamento imediato do que resta do Programa Nova Escola (a previsão é pagar até 2015 – depois da saída do atual governador);

3 – Plano de cargos e salários para os funcionários administrativos.





Assista à reportagem da Rede Record (Região dos Lagos):