terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Prefeito Cláudio Chumbinho visita área que abrigará multimercado em São Pedro da Aldeia

 

O Prefeito Cláudio Chumbinho acompanhou o início das obras de mais um grande empreendimento em São Pedro da Aldeia. A área que abrigará o multimercado Costa Azul, que atualmente conta com duas unidades no Estado, passa por intervenções como a implantação do canteiro de obras e tapume, além da marcação do terreno. O empreendimento contará com aproximadamente 8 milm² de área construída, prevendo expansão, e ficará localizado no bairro Nova São Pedro, às margens da Rodovia RJ-140.

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Coordenador de Obras da AGL Construtora, George Lacerda falou sobre o processo de construção. “As obras do Costa Azul estão se iniciando hoje. No ‘pique’ de obra, teremos cerca de 240 vagas para mão de obra direta e indireta. Nesse primeiro momento, contrataremos em torno de 30 pessoas com prioridade para a mão de obra local”, explicou. 

Uma das metas da gestão do Prefeito Cláudio Chumbinho é incentivar a chegada de novos empreendimentos, criando mercados de trabalho e aumentando a arrecadação municipal. Desde o início do governo, empreendimentos inéditos foram inaugurados na cidade. Mais de 1500 empregos foram gerados, sendo 500 vagas diretas e indiretas do supermercado atacado-varejista Atacadão e 200 empregos diretos da loja de departamento Havan. Quando inaugurado, o frigorífico Mayara Distribuidora vai gerar 600 empregos diretos na cidade. A Concessionária Nissan, que iniciará suas obras no Polo Automotivo em breve, oferecerá em torno de 30 de vagas de emprego em sua fase de construção.  

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Pronatec melhora chances no mercado de trabalho formal

Brasília – O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) potencializa a empregabilidade formal para beneficiários do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. Essa foi a principal conclusão de um novo estudo da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Apresentado na última quarta-feira (25) no Ministério da Educação (MEC), o estudo mostra o impacto do programa entre pessoas de baixa renda matriculadas no Pronatec Bolsa Formação, entre 2011 e 2014. O Bolsa Formação é uma das modalidades do programa e oferece cursos de curta duração.

A pesquisa avaliou 2,6 milhões de pessoas – metade matriculada no Pronatec e outra metade sem o programa – e comprovou que beneficiários do Bolsa Família que fizeram o Pronatec mais do que dobraram sua participação no mercado de trabalho formal. A parcela dos beneficiários que participa do mercado formal saltou de 8% para 18,5%.

“O beneficiário do Bolsa não só teve taxas de conclusão e aprovação maiores, como também o impacto para ele do Pronatec foi mais significativo. Isso mostra que ele consegue superar as diferenças de inserção do mercado formal”, destaca o secretário de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Paulo Jannuzzi. “Esse estudo ajuda a desmistificar uma coisa que as pessoas falam que o beneficiário do Bolsa é preguiçoso ou não trabalha, não se dispõe a aproveitar as oportunidades. Muito pelo contrário, eles se engajam e vão até o fim do curso”, reforça.

O Norte e Nordeste são as regiões onde o impacto foi ainda maior, uma vez que abrigam o maior número de beneficiários do programa. O contingente de indivíduos que chegou ao final do período com vínculo formal dobrou entre os que realizaram o curso, passou de 50 mil pessoas para 101 mil. Segundo o estudo, se o programa não tivesse chegado aos pequenos e médios municípios do Semiárido, seus efeitos seriam certamente menores.


Em geral, pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único tiveram um avanço significativo no mercado formal de trabalho. O percentual que participa desse mercado passou de 14,2% para 25,9% no período analisado. A pesquisa mostrou que o Pronatec também incentivou a volta de pessoas de baixa renda aos estudos. “O Pronatec tem tido efeito de recuperação da trajetória educacional. Muitos desse público, sobretudo mulheres, não têm o ensino médio completo. O Pronatec tem incentivado esse retorno.”

Em julho deste ano, o MDS divulgou um primeiro estudo de avaliação do Pronatec, o Caderno de Estudos Inclusão Produtiva Urbana: o que fez o Pronatec/Bolsa Formação entre 2011 e 2014. Para a realização da pesquisa, foi feito cruzamento de dados do Cadastro Único, da folha de pagamento do Programa Bolsa Família, da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Cadastro de MEI.

Informações sobre os programas do MDS:
0800-707-2003
mdspravoce.mds.gov.br

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021
www.mds.gov.br/area-de-imprensa

(Fonte: MDS - Ministério do Desenvolvimento Social)


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Brasil: Crise econômica?

Crescimento da renda dos 20% mais pobres ajudou Brasil a sair do mapa da fome, diz ONU

Novo relatório sobre o Estado da Insegurança Alimentar no mundo destacou que o Brasil tirou milhões de pessoas do mapa da fome não apenas por conta dos programas de transferência de renda. Fatores como fortalecimento do poder aquisitivo das mulheres e a melhoria da renda dos mais pobres também contribuíram para que país tivesse menos de 5% de sua população em situação de subnutrição.

Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (27) destacou o protagonismo do Brasil no combate à fome. Segundo o documento, o Brasil teve uma redução das taxas entre as décadas de 1990 e 2000, com o total de pessoas subnutridas passando de 22,6 milhões para 19,9 milhões.

A redução mais significativa veio em 2012, quando o país alcançou as duas metas da ONU de redução das taxas de fome: cortar pela metade o número de pessoas passando fome e reduzir esse número para menos de 5% da população.
O relatório global “Estado da Insegurança Alimentar 2015” (SOFI) foi publicado por três agências da ONU – a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Foto: Agência Brasil


Segundo o relatório da ONU, a proteção social pode estabelecer um círculo virtuoso de progresso envolvendo o aumento da renda, do emprego e dos salários das pessoas mais pobres. O documento cita como exemplo os programas “Fome Zero” e “Bolsa Família”, que segundo a agência da ONU foram “cruciais para alcançar um crescimento inclusivo no país”.

O Programa Bolsa Família, acrescenta, chegou a quase um quarto da população, principalmente às mulheres, com a transferência de recursos financeiros por mês para cada família – desde que elas mantenham seus filhos na escola e preencham outros requisitos, incluindo a área de saúde.

Com a economia brasileira crescendo 3% ao ano desde 2000 – e fornecendo, assim, as receitas públicas necessárias –, estes programas reduziram significativamente a desigualdade de renda, diz o documento. A ONU lembra que, entre 2000 e 2012, os rendimentos médios dos 20% mais pobres da população cresceram três vezes mais rápido que os dos 20% mais ricos.

Em vários casos, diz o documento da ONU, os efeitos positivos do crescimento econômico sobre a segurança alimentar e nutricional estão relacionados com a maior participação das mulheres na força de trabalho. O documento cita o Brasil novamente, informando que a participação na força de trabalho das mulheres subiu de 45% em 1990-1994 para 60% em 2013. Na Costa Rica, outro exemplo citado, a proporção de mulheres trabalhadoras aumentou 23% entre 2000 e 2008.

“Os gastos das mulheres geralmente envolvem mais investimentos domésticos em alimentação e nutrição, mas também em saúde, saneamento e educação, em comparação com os recursos controlados pelos homens”, acrescenta o documento.

Atualmente, os indicadores da ONU apontam o número de pessoas subnutridas no Brasil como “NS”, quando as estatísticas são insignificantes. Na prática, isso indica que o país tem menos de 5% da população nesta situação.
Os Estados-membros das Nações Unidas fizeram dois grandes compromissos para combater a fome no mundo. O primeiro foi na Cúpula Mundial da Alimentação (CMA), em Roma, em 1996, quando 182 governos se comprometeram a “erradicar a fome em todos os países, com o propósito imediato de reduzir o número de pessoas subnutridas à metade do nível atual até 2015”.

A segunda foi a formulação do primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), criado em 2000 pelos Estados-membros da ONU, que inclui entre suas metas específicas “reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população que sofre de fome”.

Além do Brasil, as taxas de fome estão atualmente abaixo do limiar de 5% também na Argentina, Chile, Costa Rica, México, Uruguai e Venezuela. O objetivo da Cúpula Mundial de Alimentação foi alcançado na Argentina, Chile, Guiana, Nicarágua, Peru, Uruguai e Venezuela. Ao todo, 13 países da América Latina alcançaram a meta de reduzir a fome previsto no primeiro ODM. Além dos listados acima, estão também a Bolívia, a Guiana, o Panamá, o Peru e o Suriname.

Outros quatro países – Colômbia, Equador, Honduras e Paraguai – estão a caminho de atingir a meta nos próximos anos, se as tendências atuais persistirem. Mesmo que alguns países, como Guatemala ou El Salvador, pareçam estar fora do caminho para alcançar as metas internacionais, nenhum país da região tem uma taxa de prevalência de subnutrição (PoU) – indicador monitorado pela FAO – superior a 20%.

Apesar da queda global, quase 800 milhões ainda passam fome

Em relação aos dados globais, a ONU informou que o número de pessoas cronicamente subnutridas caiu, ficando abaixo da marca de 800 milhões, com um número crescente de países alcançando as metas do ODM contra a fome.
O relatório revela que o número de pessoas passando fome caiu para 795 milhões – 216 milhões a menos do que no período de 1990 a 1992 e quase 100 milhões a menos do que em 2012. Isto se deve em grande parte, destacaram as agências da ONU em um comunicado de imprensa, aos sucessos obtidos em regiões em desenvolvimento do mundo.

“O quase cumprimento das metas dos ODM sobre a fome nos mostra que podemos efetivamente eliminar o flagelo da fome de nossas vidas”, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. “Temos de ser a geração Fome Zero. Esse objetivo deve ser integrado em todas as intervenções políticas e no coração da nova agenda de desenvolvimento sustentável a ser criada este ano”, acrescentou.

A maioria dos países monitorados – 72 de 129 – pela FAO atingiram a meta do ODM número um de reduzir pela metade a prevalência de subnutrição em 2015, com as regiões em desenvolvimento como um todo não alcançando a meta apenas por uma pequena margem. Além disso, 29 países cumpriram a meta mais ambiciosa definida na Cúpula Mundial da Alimentação, em 1996.

Acesse o relatório na íntegra, incluindo os infográficos divididos por país, em www.fao.org/hunger