segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Os Sith controlam o Brasil...

Já faz algum tempo há dois modelos de país que disputam a hegemonia no Brasil.
De um lado, aqueles que querem um país agrário, conservador, desigual, quase escravagista (porque defender a escravidão é muito feio, então fica no "quase"). Esse é o país desejado pelos ruralistas e (incrível!) por parte do empresariado que defende o fim de direitos trabalhistas e de programas sociais.

Cartazes REAIS encontrados nas manifestações contra a Dilma.

Para essa turma, "Bolsa Família" é ofensa e "Prouni" é coisa do Demônio, porque torna possível ao filho da empregada estudar na mesma faculdade que o filho da patroa. Curiosamente, essa tendência enquadra o Brasil como "coadjuvante" na política mundial (sempre submisso aos amigos do Norte) e sem possibilidade de desenvolvimento.
Pichação em banheiro de uma universidade particular, em São Paulo.

Contra essa tendência há aqueles que defendem um Brasil progressista, que busca o desenvolvimento econômico ao mesmo tempo que luta contra fome e que promove educação e saúde de qualidade. Esse é o  país defendido na Constituição de 1988 e posto em prática através dos governos "vermelhos" de Lula e Dilma.
Cartaz de uma manifestação anti-PTno Rio, um pouco antes da prisão do Cunha (que só aconteceu após o golpe.

Embora o PT não tenha feito nada para diminuir o poder dos ricos nem sequer arranhado o poder dos banqueiro, grandes fazendeiros e industriais, a elite econômica emprenhou-se numa cruzada que culminou com o golpe de 2016. Tinham de tirar a Dilma (e prender o Lula) a qualquer custo. Para isso utilizaram todos os meios possíveis, desde de reportagens repetitivas, juízes e membros do Ministério Público comprometidos com a "causa" até movimentos "fake" formados por internautas bancados para espalhar todo o tipo de ódio...
Cartazes REAIS em uma manifetação anti-PT, no Rio.

E foi aí que a coisa se complicou. Na ânsia de derrubar o governo, o PSDB e seus comparsas deram força a pensamentos racistas, fascistas e a malucões que defendiam a volta da Ditadura, inclusive com tortura e morte dos opositores.
Esse senhor ao lado de Bolsonaro é neonazista assumido, se fez sósia de Hitler e diz que vai ser candidato a Deputado Federal...
Nessa onda (que mais parece coisa de Darth Vader), os fascistas saíram do armário e se mostraram com força. Hoje eles têm um candidato a presidente, uma associação que defende a "escola sem partido" e pelo menos um desembargador de justiça (aquele que liberou o ataque aos direitos humanos no ENEM). Parte da juventude está embarcando nessa aventura porque parece muito atraente, afinal pregam o desrespeito à diferença e criticam a educação, que chamam de "doutrinação marxista".

Embora nunca tenham lido Marx (e pelo jeito nunca estudaram História para valer), os jovens neonazi não admitem opiniões contrárias. Acham que os governos "de esquerda" (incluem o PSDB nessa... bem feito!) estão tornando o Brasil um país comunista. Aliás, são a favor do Trump e tentam se desvincular de Hitler, afirmando abertamente que o Nazismo era um regime de esquerda...

O pior é que Hans Solo morreu e Luke está depressivo...
E agora, quem poderá nos defender?


sábado, 23 de dezembro de 2017

O texto bem falado

Assista ao vídeo abaixo. Muito interessante (e divertido)sobre o uso da fala...

sábado, 2 de setembro de 2017

O que santidade tem a ver com ação social?

Em 1744, João Wesley e nove dos seus colaboradores, todos anglicanos, se reuniram para descobrir o propósito de Deus em levantar o metodismo. Depois de muita oração, concluíram que Deus os chamava para “reformar o país e, em particular, a Igreja [da Inglaterra] e espalhar a santidade bíblica por toda a terra”.
Para Wesley, a perfeição cristã era a perfeição em amor, e o amor é sempre atuante. Por isso, não havia conflito nem distanciamento entre a evangelização e a ação social, como frequentemente acontece hoje. Wesley se preocupava com a situação dos pobres.
Ele estabeleceu um modesto fundo de empréstimos para pessoas que desejassem começar uma empresa familiar ou pagar uma dívida urgente. Para os doentes, fundou um ambulatório e compilou um livro de remédios caseiros. Procurou também atacar as causas da pobreza.
Wesley ainda apoiou a obra de alfabetização de Roberto Raikes. Além disso, os metodistas participaram da reforma penitenciária, bem como do movimento de abolição do tráfico de escravos.
(Fonte: Aquino, Magno. A reforma wesleyana)
 
E você, que pensava que “bolsa-família”, “auxílio-reclusão”, “movimento de alfabetização de adultos”, “banco do povo”, “direitos humanos”,  luta em defesa dos trabalhadores, da educação e da saúde públicas fossem coisa da nossa época, hein?