sábado, 26 de setembro de 2009
São Pedro da Aldeia rumo ao CONAE
Criamos um blog para compartilhar nossas contribuições. Confira no CONAE - São Pedro da Aldeia (RJ).
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Cabral manda jogar bomba nas colegas da própria mãe
A polícia do Cabral, acostumada ao Caveirão e a atacar trabalhadores que fazem protestos, veio com toda a fúria contra os professores. Depois de uma passeata pacífica, da Candelária ao Palácio Tiradentes, a PM exigia a retirada do carro de som do SEPE - o que seria impossível, pois a assemblelia contava com mais de cinco mil pessoas (na maioria mulheres: professoras, aposentadas e alunas do Curso Normal). A foto é um "zoom" de como tudo começou. Depois de apontar as armas para professores, a PM atacou com bombas de efeito moral e de gás de pimenta.
Como o Sindicato não reagiu como eles esperavam (com violência) e após a decida de uma Comissão de Deputados, a Tropa de Choque do Cabral se retirou sob vaias.
DETALHE: Uma semana antes os organizadores dos bailes funks não foram incomodados pela polícia, apesar de estarem com carro de som muito mais potente. Por que será?
EM TEMPO: O Cabral bem que podia levar uma surra da mãe. Quem sabe esse menino ainda aprende alguma coisa, né? (O casal garotinho não aprendeu nada: od dois continuam às voltas com a justiça eleitoral - afinal, roubar é crime até mesmo nas eleições)
sábado, 5 de setembro de 2009
Pedagogia da burrice
A verdade é que os grandes pensadores que sempre governaram esta nação descobriram que a Educação vai mal. Foi apenas na década de 80 que a lei obrigou o Estado a destinar verbas específicas para o ensino. Logo após surgiram algumas mudanças que iriam melhorar a qualidade de nossas escolas: Aumentaram os dias letivos de 180 para 200, melhoraram a distribuição de merenda escolar, surgiu a gratuidade nos transportes coletivos para estudantes e a famigerada “promoção automática” (que a bem da verdade, não promove ninguém e nem é automática...) Depois, durante o governo Fernando Henrique (o “professor”), inciou-se um processo de distribuição de verbas para estados, municípios e escolas (FUNDEF e PDDE) e a criação de conselhos que fiscalizariam o uso dessas verbas. Investiu-se muito nos prédios, nos alunos, em tudo. No entanto o resultado continuou ruim. Por quê?
O que mais é necessário para a educação? Merenda? Já temos! Verbas? Já temos! Livros? Já temos! Alunos? Temos muitos! Computadores? Internet? No Rio temos até laptops e vamos ter aparelhos condicionadores de ar (que ficarão desligados por causa da Gripe A), cartão magnético, sistema informatizado disso, daquilo e daquilo outro. Temos a água, o gelo e o açúcar para nossa limonada. O que falta?
Ah, faltam os limões! Como andam os professores? Mal. Desanimados, ganhando pouco e cada vez mais desvalorizados. Fernando Henrique (o “professor”), do alto de sua sapiência, chegou a dizer que só era professor aquele que não sabia fazer nada mais! Refletindo essa pérola presidencial, nesses trinta anos, além da decadência financeira do Magistério, houve sua decadência acadêmica: as faculdades particulares subtraíram um ano dos cursos de Licenciatura e cortaram várias matérias.
Somente no Governo Lula a coisa deu um ar de melhora. Um ar muito rarefeito, diga-se de passagem. Mas temos aí a Universidade Aberta do Brasil, o ProUni e o Piso Nacional do Magistério. Esse Piso, apesar de pouco (R$ 900,00 por 40 horas de trabalho) e em suaves prestações (os Governos têm até 2010 para se adequar), foi o alvo do ataque dos governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul: alegaram não poder pagá-lo(!). Será que esses estados são pobrezinhos ou a posição dos governadores tem alguma coisa a ver com o fato de serem filiados ao PSDB?
A verdade é que não se faz limonada sem limões. E não se melhora a educação sem professores motivados e bem preparados. E tudo isso vai depender da cabeça dos governantes. Eu ainda prefiro um metalúrgico que chora ao ser diplomado Presidente (foi o primeiro diploma dele!) do que um PhD que desvaloriza sua própria categoria.
Publicado no Jornal O Completo